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Resultando de um cruzamento bem-sucedido entre a pinha e a cherimóia, a fruta exótica Atemóia começa a agradar aos poucos ao paladar do piauiense. Com popa carnosa e formato de coração as primeiras mudas começam a ser produzidas no estado sob influência das plantações pernambucanas.

O preço médio da fruta agrada aos produtores. Três a cinco quilos da atemóia, por exemplo, pode ser comercializado para regiões como o Sudeste do país, por uma média de preço que gira em torno dos R$ 40 reais. Com fatores tão atrativos, como o preço, solo, clima favorável existe uma boa procura para o cultivo da planta. A produtora Francisca Sousa comemora. “Da mesma forma que estão produzindo uvas mel, cachaça, estamos comercializando a atemóia para os grandes mercados”, afirma.

A atemóia tem um sabor leve e agridoce.

 

De acordo com o agrônomo e produtor de mudas, Julio Cesar Lopes, por ser resultado de um cruzamento, a fruta se adapta de forma satisfatória às variações climáticas. “De cultivo e manejo fácil a atemóia vem sendo a coqueluche do momento já que existe uma lacuna no mercado produtor. Nós começamos a produzir mudas recentemente e as vendas são garantidas, por causa dos bons exemplos que temos nos estados vizinhos com relação à produção dessa fruta”, afirma.    

 Esse é um mercado promissor e que os piauienses já começam a investir. De acordo com dados fornecidos pelo Embrapa Semi-Árido, atualmente existem cadastrados no Vale do São Francisco cerca de 35 hectares de área plantada da fruta, espaço de cultivo que chega a produzir 25 até toneladas por ano.

 

Por Irina Coelho

Esse final de semana, a cidade de São João do Piauí, vive o II Festival da Uva. O evento tem o objetivo desenvolver a fruticultura irrigada e incentivar o desenvolvimento local. O festival é só mais um exemplo das inúmeras feiras de empreendedorismo que proporcionam aos produtores piauienses espaço para mostrar seus produtos.

O objetivo é trabalhar o relacionamento como um dos pilares da empresa trazendo benefícios significativos aos negócios. O contato direto com o consumidor ainda é a melhor forma de vender ou promover um determinado produto.  As feiras comerciais representam um momento de analisar, imediatamente, a aceitação e a adequação desses produtos no mercado.

Para os produtores da Cajuína D. Julia, da cidade de Valença, o I Festival da Cajuína foi à forma que o governo encontrou para incentivar quem produz na capital e principalmente no interior do Piauí. “O governo dá a estrutura física da feira e com isso podemos fazer negócios. E não é só vender direto ao consumidor final, aqui nos tornamos fornecedores de algumas empresas que experimentam a nossa cajuína durante o festival e decidem firmar parcerias”, enfatiza.

Além de atrair investimentos feiras intensificam o turismo.

De acordo com o secretário de Planejamento do Governo, Sérgio Miranda, as principais políticas do Governo para estimular os produtores é o trabalho em grupo. “Pensar em pequenos produtores isolados é não conseguir potencializar a produção. Esses festivais movimentam toda uma região, além de serem fundamentais para criar uma identidade local”, conta.     

Em termos comerciais e práticos, as feiras democratizam as oportunidades de contatos. Esse ano, o Piauí já teve o Festival do Caranguejo, Festival da Cajuína, Festival da Uva, RURALTEC , Cajufestmel, entre outros.

Por Irina Coelho

O governador Wellington Dias anunciou no início da tarde desta sexta-feira (4), durante solenidade no Festival da Uva de São João do Piauí, que dentro de quatro ou cinco anos o Estado passará a produzir também frutas como maçã, ameixa e até oliva. As novas variedades já estão sendo testadas pela Embrapa Meio Norte, em São João do Piauí, e os resultados são positivos.

Ameixa é uma das apostas do Governo para o semi-árido

Segundo o governador, com as novas culturas o produtor terá mais alternativas para investimento na área rural. A escolha de São João do Piauí deve-se, entre outras coisas, por se colocar entre duas importantes bases para transporte de carga. “O aeroporto internacional de Petrolina, que já se encontra em operação, e o de São Raimundo Nonato, em construção, e mais a Ferrovia Transnordestina, vão garantir transporte barato, o que é fundamental quando se trata de competitividade”, afirma.

O Piauí já produz frutas exóticas, como por exemplo, o figo, e vem apostando no sucesso da fruticultura irrigada para o desenvolvimento da região do semi-árido.

Por Franciane Barbosa

O Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PI), inaugurou na última sexta-feira (4), no município de São João do Piauí, no sul do Estado, as obras do Projeto de Revitalização da sub-bacia do Riacho Brejinho/Campanha Ambiental do Programa de Revitalização de Bacias do Riacho Brejinho.

O programa é resultado de convênio realizado entre o Emater-PI e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e tem como objetivo desenvolver ações integradas e permanentes a fim de recuperar e preservar os recursos naturais existentes na região de São João do Piauí.

Projeto promove o desenvolvimento sustentável

O processo de revitalização é feito em várias etapas entre elas: uso, conservação e manejo do solo, envolvendo também capacitações voltadas para a sustentabilidade dos recursos do riacho Brejinho. Além da revitalização dos rios e riachos, o programa vem capacitando técnicos, agricultores, jovens e professores nas áreas de educação e manejo ambiental, conservação de solo e água, oficinas de uso e manejo do solo e campanhas ambientais com a finalidade de despertar-los para a consciência ambiental.

Segundo o diretor-geral do Emater, Francisco Guedes, o programa é importante porque alia produção e consciência ambiental. “A iniciativa é interessante porque promove o cultivo de alimentos, a preservação das nascentes e a conservação da mata ciliar”, conclui.

Por Franciane Barbosa

Inaugurada na tarde da sexta-feira (4), pelo governador Wellington Dias, o primeiro trecho da PI 465, rodovia que vai diminuir a distância entre a região de São João do Piauí, no vale do Piauí, e Petrolina, no vale do São Francisco, no estado de Pernambuco.

O trecho de 47km entre as cidades de São João do Piauí e Campo Alegre do Fidalgo é resultado de uma parceria entre o governo do Estado e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Segundo o superintendente regional da Codevasf, Guilherme Almeida, a rodovia representa um grande passo para o desenvolvimento da região. “A estrada vai ficar na história porque vai tirar a região do isolamento”, garante.

Mapa da ferrovia Transnordestina

A estrada deve prosseguir em direção às cidades de Lagoa do Barro e Queimada Nova, completando a ligação do Piauí com Pernambuco, por asfalto, e colocando São João do Piauí bem mais próximo da região de maior produção de frutas do Nordeste brasileiro. Além disso, deve ligar-se à ferrovia Transnordestina, cujas obras na região deverão começar ainda em dezembro, assegurando maior facilidade para o escoamento da produção.

Por Franciane Barbosa

A 2ª edição do Festival da Uva de São João do Piauí está movimentando o Estado e atraindo investidores interessados no plantio de uva. Prova disso é o empresário português João Santos, que veio prestigiar o Festival e, na presença do governador, na última sexta-feira (4), revelou seu interesse em investir na produção de uvas e vinhos no Piauí já a partir do próximo ano.

João Santos é proprietário da Vinibrasil, vinícola instalada em Petrolina, no estado de Pernambuco, desde o ano 2000 e que hoje vende seus vinhos em mais de 20 países da Europa e também nos Estados Unidos. “O Piauí e Pernambuco possuem condições semelhantes de solo, luz e água, justamente o maior diferencial dessa região na produção de uvas e, conseqüentemente, vinhos de boa qualidade”, afirma o empresário.

Uva do Piauí é considerada uma das mais doces do Brasil

O empresário acompanhou o governador em visita ao parreiral do assentamento Marrecas e revelou que somente a instalação da indústria exigirá um investimento em torno de R$ 10 milhões. João Santos adiantou ainda que, além da base de produção e da indústria, também pretende investir no turismo do Piauí.

Por Franciane Barbosa

Os alunos do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí, recentemente, tiveram a oportunidade de participar de um minicurso em que foi apresentada uma técnica de plantio chamada Hidroponia.

Essa forma de manejo consiste no cultivo de plantas dentro de estufas e sem uso de solo. A aplicação é simples. Ao invés do solo, a planta é fixada por meio de um substrato (casca de arroz carbonizada) e os nutrientes necessários, que normalmente são extraídos do solo, na hidroponia vem por meio da água.

Em uma caixa d’água é colocado uma substância nutritiva composta por água pura e vários nutrientes, dependendo da necessidade de cada espécie vegetal. As plantas são cultivadas 80 cm acima do solo e é graças à gravidade e através das tubulações que circula a solução nutritiva. Veja na foto.

Através da Hidroponia a planta fica livre de pragas e parasitas existentes no solo.

De acordo com Francisco Edvaldo Mouzinho, ministrante do minicurso, essa técnica é uma alternativa de plantio. “No minicurso foi apresentado aos alunos às diferentes etapas no processo de produção por meio da hidroponia. Foi visto desde a construção (material e substâncias utilizadas) até como monitorar a água. Essa é uma forma alternativa de plantio” conta.

Ele afirma ainda que  a solução nutritiva é controlada de forma rigorosa para manter suas características. “È feito um monitoramento do pH e da concentração de nutrientes. Essa solução fica guardada em reservatórios e é bombeada conforme a necessidade, e em seguida retorna para o mesmo reservatório”, explica.

O produto final cultivado em hidroponia é de ótima qualidade, com aproveitamento total, pois é cultivado em estufa protegida e limpa, livre dos insetos, animais e outros parasitas que vivem no solo.

 

Por Irina Coelho

Apicultores piauienses participam entre os dias 4 e 6 de dezembro, do Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura e Feira da Cadeia Apícola, na cidade de Salvador, na Bahia.

Durante os três dias de evento, apicultores, especialistas e empresários do setor discutirão os rumos da apicultura e da meliponicultura não somente no Nordeste, mas também em outras regiões do país. De acordo com a organização do congresso, estão sendo esperadas em torno de 1500 pessoas por dia.

O Piauí estará representado por cerca de 100 apicultores oriundos dos municípios de Picos, São Raimundo Nonato, Esperantina, Batalha, Piripiri e Pedro II. Além de nove Estados da região Nordeste, o evento vai contar com a participação do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará e Rio Grande do Sul.

No Piauí, segundo dados da Federação das Entidades Apícolas do Piauí, o número de apicultores chega a 25 mil.

Dentro da programação do evento acontecerão temas como gestão da apicultura, gestão central de cooperativas, mercado para a própolis, legislação ambiental para criação de abelhas, aumento da produtividade para o semi-árido, além de várias oficinas técnicas.

Segundo o presidente do SEBRAE Piauí, Ulysses Gonçalves, a apicultura piauiense já conquistou muitos resultados positivos, mas ainda há muito que fazer. “A apicultura como atividade coletiva tem conquistado resultados surpreendentes em geração de trabalho e renda no Piauí e também em vários Estados do Nordeste, mas muito ainda precisa ser feito para que a apicultura e a meliponicultura sejam atividades mais dinâmicas em relação à qualidade, à comercialização e na abertura de novos mercados para o setor”, afirma.

Demais informações sobre o Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura e Feira da Cadeia Apícola no seguinte endereço: www.apiculturanordeste.com.br.

Por Franciane Barbosa

A cidade de Palmeirais, a 108 km de Teresina, vai iniciar o ano de 2010 com gosto de pequi. Entre os dias 15 e 17 de janeiro, a cidade promove o I Festival de Pequi, fruto abundante em toda a extensão do município.

Segundo o Secretário de Cultura de Palmeirais, Ronério Santos, a idéia do festival é divulgar o pequi e seu manejo como forma de impulsionar a economia local. “Estamos fazendo contatos com o Sebrae para ministrar cursos de aproveitamento do pequi para a nossa comunidade. Com tanto potencial o pequi não pode continuar subaproveitado”, afirma.

De gosto peculiar e cheiro forte, o fruto é rico em óleo insaturado, vitaminas A, C e E; fósforo, potássio, magnésio e carotenóides. Além disso, são muitas as variações do seu uso na culinária nordestina, como  pequi com arroz, pequi com costela de gado, doce de pequi, geléia de pequi, frango com pequi, pequi com feijão, licor de pequi e por aí vai. O mês de janeiro foi escolhido por ser o período de safra do fruto.

O óleo da polpa do pequi tem efeito tonificante, sendo usado contra bronquites, gripes, resfriados e controle de tumores.

Para o agricultor José Venâncio, morador de Palmeirais, o festival vem em boa hora na tentativa de combater o desperdício do fruto. “Em janeiro, aqui em Palmeirais, pequi faz lama, de tanto que tem. Ensinando o povo um jeito novo de fazer, além de estragar menos, vai gerar um dinheirinho”, conclui.

Por Franciane Barbosa

Cajá, bacuri, caju, mangaba, pequi, umbu e umbu-cajá. Essas são algumas plantas facilmente extraídas dos solos piauienses e que a prática da extração está sendo substituída pelo plantio. Os motivos são os valores de revenda e o aproveitamento do clima e da qualidade do solo.

De acordo com Julio Cesar Lopes, proprietário da empresa Agromudas e Cactos, o motivo da substituição da extração pelo plantio é simples. “Primeiro o produtor percebeu que somente extrair não gera a receita esperada e segundo escolher frutas nativas diminui os investimentos com o preparo do solo, irrigação e outros cuidados mais específicos”,conta.

Ele afirma ainda que esse ano o cargo chefe da produção foi a cajá. Indagado pelo motivo ele diz “Nossa menina dos olhos é a cajá. Estamos vendendo muitas mudas para os produtores do litoral piauiense, dos tabuleiros litorâneos, que estão apostando nessa cultura. Além dos produtores de Guadalupe, nos platôs, que também estão investindo pesado na fruta”, enfatiza.

A produção de mudas é feito de forma simples. A técnica utilizada é a enxertia, que une os tecidos de duas plantas, geralmente de diferentes espécies, passando a formar uma planta com duas partes: o enxerto (garfo) e o porta-enxerto (cavalo). O procedimento resulta em um melhoramento genético e na diminuição do tempo para a planta começar a dá frutos.

Uma das etapa da exertia

Para João Costa, produtor de frutas nativas, perceber as condições de plantio é fundamental no processo de escolha de uma cultura. “ Eu optei por frutas nativas, caju e cajá, pela certeza que terei retorno sem grandes investimentos”, afirma.    

Com dois anos de fundada, a empresa Agromudas e Cactos ,já tem uma produção média de 10 mil mudas por ano e a tendência é triplicar esse número no próximo ano.

Por Irina Coelho

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